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Elaborando Inventários de GEE: conheça o passo a passo

Elaborando o Inventário de GEE: conheça o passo a passo

Toda primeira atividade pode ser um grande desafio para quem ainda não está familiarizado com o processo. Atividades técnicas como um inventário de GEE, que ajudam a quantificar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) podem ser bem complexas, e por isso elaboramos um passo a passo que pode ajudar.

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DEFINIÇÃO DO ESCOPO

Na primeira etapa, é necessário definir o escopo geral do projeto. Com os requisitos das normas, podem ser definidos dois parâmetros: Organizacional e Operacional. O primeiro diz respeito aos limites da companhia e as operações que a compõem. Já a Operacional, é referente a todas as operações que tem relação com GEE.

Também é necessária a divisão entre Emissões Diretas – Ou Escopo 1, que ocorrem em fontes cuja propriedade são da empresa diretamente e Emissões Indiretas – ou Escopo 2 relacionadas ao consumo de energia e ainda o Escopo 2 que correspondem a fontes controladas por terceiros, mas que é opcional

DEFINIÇÃO DO PERÍODO DE REFERÊNCIA E ANO-BASE

Com a definição do escopo, é necessário estipular o período de referência. Ele corresponde a um recorte de tempo da quantificação de emissões. Normalmente os inventários de GEE possuem um recorte anual.

Fora o período de referência, temos o Ano-Base, que diz respeito ao Inventário utilizado como referência para acompanhar a evolução das emissões. Ele deve ser estabelecido por motivos de comparabilidade. Sem ele não é possível avaliar a performance de emissões.

IDENTIFICAÇÃO DE FONTES E SUMIDOUROS DE GEE

Após as duas primeiras etapas, entra a fase de identificação das fontes e sumidouros de GEE. Estas são unidades físicas ou qualquer outro meio de processo que libera algum gás de efeito estufa (GEE) para a atmosfera. Já os Sumidouros são unidades ou processos que removem o gás de efeito estufa da atmosfera.

É importante que as fontes e sumidouros sejam identificados no primeiro inventário e revalidados anualmente. Isso implica em visitas de campo e avaliações dos processos. Quando for identificado que uma fonte de GEE deixou de existir, o inventário deve apontar para essa situação.

COLETA DE INFORMAÇÕES

A partir da identificação das fontes de GEE, começa a etapa de coleta de informações. Essa é uma das partes que mais demanda tempo, por envolver diversas áreas da empresa e podendo ter origem em registros de dados fiscais, ou outros mais incertos.

CÁLCULO DE EMISSÕES E REMOÇÕES

Chegou o momento de executar as quantificações. Para esta atividade o grande manual é o IPCC Guidelines for National Greenhouse Gas Inventories. Nele, as emissões são classificadas em 4 Grupos: Energia, Processos Industriais e Uso de Produto (IPPU), Agricultura, Florestas e Outros Uso da Terra (LULUCF) e Resíduos.

De forma geral, os cálculos são realizados multiplicando os dados das fontes de GEE, por exemplo, no consumo de combustíveis, por um fator de emissão. Existem algumas ferramentas online para o cálculo de emissões, uma delas sendo no Microsoft Excel e disponibilizada pelo Programa Brasileiro do GHG Protocol.

CÁLCULO DE INCERTEZAS

As incertezas do Inventário de GEE podem ser originadas tanto nos dados das fontes quanto nos fatores de emissão. No caso dos dados de entrada, as incertezas por causa de equipamentos com erros ou erro humano na hora do registro. No caso de fatores de emissão, se registra os limites e erros, também refletindo nos resultados dos inventários.

APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS

A estrutura dos relatórios do Inventário de GEE são apresentadas pelo GHG Protocol e pela ISO 14.064. De maneira geral, os resultados são organizados em emissões por Escopo, emissões por Atividade, emissões por Categoria e emissões por Tipo de GEE.

No Brasil, o Programa do GHG Protocol possui um Registro Público de Emissões que permite que empresas publiquem seus inventários. Outras iniciativas voluntárias, como o CDP e o ICO2 da B3, também permitem a transparência por meio do reporte das emissões de GEE das companhias de capital aberto.

 

Aqui na SGS oferecemos soluções em forma de auditorias e certificações assim como diversos serviços socioambientais e consultoria. Para ficar a par de todas as novidades e serviços, você também pode acessar nossos materiais educativos, ou então pode me mandar uma mensagem clicando aqui.

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SGS participa do Sexto Congresso Brasileiro sobre Gestão do Ciclo de Vida

O Congresso Brasileiro sobre Gestão do Ciclo de Vida é organizado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) em parceria com a Associação Brasileira de Ciclo de Vida (ABCV), cooperação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e apoio da Fundação Espaço Eco (FEE) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

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A sexta edição do evento acontece na Universidade de Brasília, no espaço do Memorial Darcy Ribeiro (mais conhecido como Beijódromo da UnB), nos dias 17, 18, 19 e 20 de junho de 2018 e tem como tema central a “Gestão da informação tecnológica para sustentabilidade”. Os participantes poderão apresentar trabalhos, participar de palestras e discussões, além de realizar minicursos.

O GCV2018 reune estudantes, pesquisadores e profissionais que atuem ou estejam interessados em discussões sobre avaliação e gestão do ciclo de vida no Brasil e no mundo considerando temas como, por exemplo, inventário e avaliação de impactos, gestão do ciclo de vida nas organizações, ecodesign, economia circular, dentre outros.

Fonte: http://acv.ibict.br/gcv/

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Transição da G4 para a GRI Standards – Compreenda a norma Global

GRI Standards é a transição para um conjunto de normas globais que substituirão a atual versão, a G4, em 30 de junho de 2018, mas que já está sendo adotada atualmente.

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Os relatórios de sustentabilidade permitem que as organizações conheçam e gerenciem seus impactos em uma ampla gama de questões de sustentabilidade, permitindo que essas sejam mais transparentes sobre os riscos e oportunidades que enfrentam e tomem decisões estratégicas de forma mais inteligente.

O GRI Standard é o primeiro padrão global para esse tipo de divulgação de informações econômicas, ambientais e sociais. Sendo desenvolvido para utilização em conjunto, com uma estrutura modular maleável e inter-relacionada. No total são cinco módulos, e 3 Normas de caráter Geral e 33 sobre tópicos específicos.

O novo formato garante às empresas relatoras distinções mais claras entre o que é requisito, recomendação e orientação para se declarar de acordo com as opções GRI Standards – Essencial ou Abrangente. Sabe-se que, até aqui, muitas empresas declaravam reportar com G4, mas não seguiam a metodologia de forma adequada. O GRI Standards estabelece com mais rigor essa transformação sugerindo um pouco mais de firmeza quanto ao uso da metodologia. Contudo, há flexibilidade para relatar parte do conteúdo ou uma série específica ambiental, social ou econômica .

A implementação do novo GRI Standards se justifica em dois pontos. Maior facilidade de atualização do formato de módulos, permitindo acompanhar a evolução nessa área já que apenas uma peça precisa ser alterada ou adicionada em vez de toda a estrutura.

A segunda é talvez mais estratégica, e deve colocar a GRI com um mesmo peso nas rodadas de negociações/decisões e definição de políticas da agenda global de desenvolvimento sustentável.

 

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SGS participa de treinamento da Moratória da soja

SGS participa do 2° Workshop de Treinamento de Auditores da Moratória da soja. Nossos representantes, Lucas Engelbrecht e Luciana Spinola estiveram presentes no treinamento, que visa à preparação para realizar as auditorias da última safra de soja na Amazônia.

A Moratória da Soja é um compromisso das empresas vinculadas à Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais – ABIOVE e à Associação Nacional dos Exportadores de Cereais ANEC, que representam aproximadamente 80% da compra de soja do Brasil, de não adquirem soja ou financiarem safras cultivadas em áreas desmatadas, após julho de 2008, no Bioma Amazônia. Este compromisso faz parte de um acordo multisetorial de desmatamento zero no Bioma Amazônia, válido desde 2006 e por tempo indeterminado.

A Moratória da Soja tornou-se um estudo de caso exitoso, um exemplo de como a indústria, o governo, o consumidor e a sociedade civil podem juntos encontrar soluções para problemas ambientais por meio de um viés de mercado. O compromisso tem um grande efeito educativo e influenciou mudanças nas políticas públicas do país, além de ter formado a base para outros acordos de proteção florestal.